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educação financeira·por Leonam Alves·02 de agosto de 2026·5 min

Petrobras sobe querosene de aviação em 1,9%; entenda o impacto nas passagens

A estatal aumentou o preço do QAV em 1,9% nas refinarias a partir de agosto. O reajuste mensal impacta diretamente o custo das companhias aéreas e pode chegar a

Redação Endinheirados · fontes verificadaspolítica editorial| Publicado em 02 de ago. de 2026, 22:30
Modelo de preços da Petrobras aponta alta de até 80% do QAV, dizem fontes |  CNN Brasil
Foto: Foto: CNN Brasil · Unsplash
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A Petrobras aumentou o preço do querosene de aviação (QAV) em 1,9% nas suas refinarias a partir de 1º de agosto. Na prática, isso significa mais R$ 0,09 por litro em relação ao mês anterior. É o reajuste mensal de rotina da estatal, mas o timing interessa: o combustível de avião ficou mais caro enquanto a pressão sobre as passagens aéreas segue alta.

Como funciona o preço do querosene que você paga na passagem

O querosene de aviação não é um produto que você compra direto na bomba — mas paga por ele toda vez que decola. As companhias aéreas absorvem esse custo e repassam ao preço da passagem. Não é instantâneo nem linear: uma passagem que custa R$ 500 não sobe R$ 5 por causa desse aumento. Mas acumula. Quando você vê tarifa subindo mês a mês, a conta de combustível é sempre parte da história.

A Petrobras faz reajustes mensais no QAV baseados em flutuações do mercado internacional de petróleo e dólar. Em julho tinha reduzido o preço. Agosto traz a reversão e sinaliza que, pelo menos pra estatal, as expectativas de preço pro mês que vem subiram.

Por que o combustível de avião importa mais do que parece

O QAV é um dos maiores custos variáveis das companhias aéreas. Pra as empresas que operam rotas domésticas, chegam a 30-35% do custo operacional total. Uma alta de 1,9% não parece muita coisa, mas multiplicada por bilhões de litros consumidos mensalmente no Brasil vira número que faz diferença. A Latam, Gol e Azul não vão absorver isso em silêncio — ou aumentam passagens ou cortam rota.

O mercado já opera sob pressão. Aumento de juros, inflação que não sai e concorrência acirrada deixaram as margens apertadas. Quando o combustível sobe, a válvula de escape natural é repassar pro cliente — aquele que tá olhando uma passagem São Paulo-Rio no aplicativo agora.

O contexto maior: petróleo e dólar

A Petrobras não inventa preço sozinha. O querosene acompanha a cotação do petróleo Brent no mercado internacional, mais ajuste pela taxa de câmbio. Recentemente, a OPEP+ decidiu aumentar produção em setembro (revertendo cortes voluntários anteriores), o que pressiona os preços pra baixo em tese. Mas tese é tese. A realidade de agosto mostra Petrobras subindo a conta.

O dólar forte também entra na equação. Se a moeda norte-americana valoriza, combustível importado fica mais caro em reais. No mês passado foi um cenário, agora pode ser outro — daí o reajuste mensal que a estatal pratica.

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O que você deveria saber antes de comprar uma passagem

  • ✓Se tá planejando viajar nos próximos meses, saiba que tarifa de combustível é variável e tende a subir quando petróleo e dólar sobem
  • ✓Apps como Skyscanner e Google Flights mostram histórico de preços; monitorar tendência é mais útil que tentar adivinhar o fundo
  • ✓Companhias aéreas frequentemente criam surcharge de combustível (taxa adicional) em passagens — tá explícito lá no breakdown do preço

O reajuste da Petrobras é mensal e seguirá acontecendo. A próxima reviravolta depende de petróleo, câmbio e decisões da OPEP+. Por enquanto, agosto ficou mais caro pra quem voa.

O que vem a seguir

Se a tendência de petróleo se mantiver em alta ou o dólar não recuar, espere passagens aéreas subindo nos próximos meses. As companhias aéreas costumam repassar esses aumentos com um lag de 2-4 semanas, então o reajuste de agosto pode aparecer no seu app em meados de setembro. Vale monitorar se suas rotas favoritas tão subindo além da inflação geral — aí sim é sinal de que combustível tá pesando.

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