Como declarar pensão alimentícia paga no Imposto de Renda 2026
Descubra como informar pensão alimentícia paga no IR 2026, onde lançar no programa e as regras para abater o gasto sem cair na malha fina.

Quem paga pensão alimentícia tem o direito de abater esse valor da base de cálculo do Imposto de Renda. Para a Receita Federal aceitar esse desconto, a obrigação precisa existir em documento legal, como decisão da Justiça ou escritura pública feita em cartório.
Acordos combinados apenas na conversa, conhecidos como acordos informais, não entram nessa conta. Se você deposita um valor mensal por pura boa vontade e sem homologação jurídica, o sistema do Fisco não permite a dedução.
Onde lançar os valores no programa
**O caminho das pedras no software.** Para começar o preenchimento, abra a sua declaração e clique na ficha Pagamentos Efetuados, localizada no menu do lado esquerdo. Em seguida, selecione o botão Novo para abrir o formulário de cadastro.
Escolha o código correto para a sua situação, como pensão alimentícia judicial no Brasil ou pensão por escritura pública. Informe o CPF e o nome de quem recebe o benefício, além do valor total transferido durante o ano.
A diferença entre alimentando e dependente
Um dos tropeços mais comuns na declaração envolve cadastrar a mesma pessoa em duas categorias opostas. A regra da Receita proíbe listar o mesmo filho como dependente e como alimentando na declaração.
Alimentando é o termo técnico para quem recebe a pensão fixada pela Justiça ou cartório. Dependente é quem mora com você e tem os custos diários assumidos diretamente pelo seu orçamento.
Imagine um exemplo hipotético em que uma pessoa pague R$ 1.000 por mês de pensão ao filho por determinação judicial. Essa pessoa deve cadastrar o filho na aba Alimentandos e lançar o total pago em Pagamentos Efetuados, sem inseri-lo na lista de dependentes.
Escolha do modelo de tributação
O abatimento da pensão alimentícia só gera economia real se você optar pelo modelo completo de tributação. Na declaração simplificada, o sistema aplica um desconto padrão e ignora deduções individuais com saúde, educação ou pensão.
O próprio programa exibe no canto inferior da tela qual modelo entrega o melhor resultado financeiro. Vale a pena comparar os dois lados antes de bater o martelo e enviar os dados.
Comprovantes e cuidados com a malha fina
Guarde todos os comprovantes de transferências bancárias, depósitos e a decisão judicial por pelo menos cinco anos. A fiscalização costuma cruzar os dados de quem paga com a declaração de quem recebe o recurso.
Se houver divergência entre os números declarados pelas duas partes, o sistema retém o documento para averiguação detalhada. Ter todos os comprovantes arquivados resolve qualquer questionamento de forma rápida e segura.
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