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notícias·por Equipe Endinheirados·25 de julho de 2026·7 min

Trump impõe tarifa de 12,5% ao Brasil; governo prepara resposta com lei da reciprocidade

Estados Unidos anuncia sobretaxa para produtos brasileiros. Ministério da Fazenda diz que medida retoma taxa derrubada pela Suprema Corte e anuncia acionamento

Redação Endinheirados · fontes verificadaspolítica editorial| Publicado em 25 de jul. de 2026, 19:30
Trump impõe tarifa de 12,5% ao Brasil; governo prepara resposta com lei da reciprocidade
Foto: Foto: G1 Economia · Unsplash

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23 de janeiro de 2026) uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros exportados. A medida afeta diversos setores da economia brasileira e marca mais um capítulo da escalada comercial do governo Trump contra países considerados desfavoráveis ao comércio americano.

A tarifa que volta pela porta dos fundos

O ponto mais intrigante dessa tarifa é o que o ministro da Fazenda, Dario Durigan, deixou claro: essa não é uma medida completamente nova. De acordo com o ministério, a nova sobretaxa retoma, na prática, uma taxa que havia sido derrubada pela Suprema Corte americana. Trump encontrou uma brecha legal para reimplementá-la usando outros fundamentos jurídicos, contornando a decisão anterior.

O que muda na interpretação dessa notícia é justamente isso: não se trata apenas de protecionismo comercial comum. É um movimento que busca revalidar uma política que já havia sido julgada inconstitucional pela corte americana, agora com uma roupagem diferente.

O Brasil vê tarifas cumulativas no horizonte

O Ministério das Relações Exteriores chegou a um entendimento ainda mais preocupante: as novas tarifas dos EUA serão cumulativas sobre produtos brasileiros. Isso significa que, em alguns casos, um mesmo produto pode sofrer múltiplas camadas de tributação, aumentando ainda mais o custo final.

Essa sobreposição de tarifas não é um acidente ou falta de clareza nas regras comerciais. É uma característica da estratégia de Trump de aumentar barreiras comerciais de forma progressiva, criando um ambiente cada vez mais caro para exportadores.

A resposta brasileira: reciprocidade em jogo

O governo não tá de braços cruzados. Durigan informou que o Brasil vai acionar instrumentos da lei da reciprocidade pra responder à medida. Essa lei permite que o país aplique retaliações comerciais contra práticas que considere desfavoráveis. Em outras palavras: Brasil pode responder com tarifas próprias sobre produtos americanos.

A mensagem enviada é a de que não haverá capitulação automática. Mas resta saber o tamanho e o alcance dessa resposta e se ela será eficaz em negociações futuras ou se aprofundará ainda mais a tensão comercial entre os dois países.

Quem sente na carteira

  • Exportadores brasileiros de commodities, têxteis e manufaturados enfrentam custos operacionais maiores para vender nos EUA
  • Consumidores brasileiros podem ver preços subir indiretamente, dependendo de como as indústrias repassam custos
  • Setores específicos como agronegócio, indústria e comércio eletrônico são particularmente afetados

O que muda na prática

Neste momento, a tarifa já está em vigor. Produtos que saem do Brasil rumo aos Estados Unidos começam a ser tributados segundo a nova alíquota. Negociações comerciais bilaterais devem ganhar urgência, com o Brasil buscando isenções setoriais ou redução da tarifa em contrapartida por concessões próprias.

O timing dessa medida também não é aleatório: chega semanas depois de Trump ter assumido o cargo e sinaliza que a promessa de tarifas generalizadas não era apenas campanha política. O próximo passo é observar se o Brasil consegue negociar uma redução ou se outras retaliações comerciais se aprofundam.

O cenário que se desenha

A questão agora é se essa tarifa permanecerá ou se negociações bilaterais conseguem reduzi-la. A escalada comercial entre Brasil e EUA pode afetar outras áreas da relação diplomática e comercial bilateral nos próximos meses, criando desafios que vão além do simples jogo de tarifas e retaliações.

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