Trump bate recorde negativo: aprovação cai para 33% a menos de dois meses da eleição
Aprovação de Trump cai para 33%, menor nível já registrado, com economia e custo de vida no centro da queda. Entenda o que isso significa.

A aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caiu para 33%, o menor patamar desde o início do seu segundo mandato, segundo pesquisa do Financial Times divulgada neste domingo (6). O número coloca o republicano numa posição desconfortável a menos de dois meses das eleições de meio de mandato (midterms), em novembro, quando o Congresso americano vai ser parcialmente renovado.
A queda e o que está puxando ela pra baixo
A pesquisa aponta dois vilões principais: a percepção da economia e o custo de vida. Segundo o levantamento, a maioria dos americanos ouvidos considera que a situação financeira do país piorou nos últimos meses. Pra quem acompanha o noticiário internacional, o cenário é de deterioração visível. O jornalista Guga Chacra, que comentou o assunto no G1, acrescenta um terceiro ingrediente: a tensão militar com o Irã ajuda a explicar parte do desgaste. A análise dele é direta: quando o povo sente o bolso apertar, qualquer crise externa vira mais um motivo pra culpar quem está no poder.
Não é só Trump que aparece mal na foto. A mesma pesquisa mostra que os partidos, de forma geral, estão com avaliação baixa, o que indica que o problema não é pessoal, mas uma combinação de fatores acumulados ao longo dos últimos meses. Ainda assim, quando um presidente chega ao menor nível de aprovação já registrado no próprio mandato, a narrativa muda: vira sintoma de que algo não está encaixando na gestão.
Por que isso importa pro Brasil
Pode parecer assunto distante, mas decisões políticas e econômicas nos Estados Unidos têm efeito direto aqui. Quando a aprovação do presidente americano despenca junto com os indicadores econômicos, o mercado tende a ficar mais nervoso e o dólar mais volátil. Na prática, isso significa que o preço do dólar frente ao real pode oscilar acima do padrão, e quem viaja nas próximas semanas, compra produtos importados ou tem dívida em moeda estrangeira vai perceber variação maior no saldo. Quem tem parcelas em dólar a pagar, por exemplo, pode ver o custo mensal mudar de um dia pro outro.
Além disso, a proximidade das eleições de meio de mandato deixa o governo americano com menos folga pra aprovar medidas polêmicas sem negociação no Congresso. Historicamente, presidentes em baixa aprovação têm mais dificuldade pra emplacar pacotes econômicos, o que gera expectativa e preocupação maior nos mercados internacionais nas próximas semanas. Investidores passam a exigir prêmio maior pra aplicar em títulos americanos, e esse efeito contágio chega ao real em forma de pressão cambial.
O que vem agora
As próximas semanas tendem a ser de mais ruído do que de solução. Trump e a Casa Branca provavelmente vão intensificar a comunicação sobre a economia, tentando recolocar o debate em terreno favorável com anúncios de medidas e postagens nas redes sociais. A oposição democrata, por sua vez, vai usar o número como munição nas campanhas pro Congresso, explorando o tema do custo de vida nas propagandas eleitorais.
Pra quem mora no Brasil, o recado prático é direto: vale acompanhar o câmbio e os principais indicadores americanos nas próximas semanas, porque decisões em Washington costumam chegar aqui mais rápido do que parecem. Mais do que tentar prever quem vai ganhar ou perder a eleição, o ponto é entender que um governo americano com baixa aprovação costuma reagir, e reação em política internacional quase sempre vira movimento de mercado capaz de mexer no preço do dólar, nos juros futuros e até no valor de commodities.
Um passo atrás: a relação entre política e mercado nos EUA
Os Estados Unidos vivem um padrão que se repete há décadas: quando o presidente cai nas pesquisas por causa da economia, o Congresso começa a ganhar peso nas decisões. Isso porque nas eleições de meio de mandato a população usa o voto pra dar um recado, e o partido do presidente costuma perder cadeiras. Quando isso acontece, aprovar leis fica mais difícil, e o mercado passa a operar com mais cautela, esperando pra ver quem vai ter força pra fazer o quê até o fim do ciclo eleitoral.
Leia também
Governo projeta receita recorde de R$ 3,24 trilhões em 2026
Dívida dos EUA passa de US$ 40 trilhões em 19 meses: por que Trump não freia a alta
Balança comercial tem superávit de US$ 7,4 bi em agosto, maior saldo para o mês em 3 anos
Fontes
Termômetro de imparcialidade
Compromisso editorial: notícia sem viés. Como você avalia a cobertura desta matéria?
FERRAMENTA GRATUITA
📈 Calculadora de Investimentos
Simule agora com os dados do seu bolso. Resultado imediato.
Usar calculadora →Guias relacionados
Continue lendo
🧰 Mais ferramentas financeiras
Calculadoras gratuitas de investimentos, dívidas e muito mais.
Comentários
Seja o primeiro a comentar.
