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notícias·por Leonam Alves·23 de julho de 2026·7 min

Tarifas de 25% dos EUA entram em vigor; Brasil libera R$ 18,5 bi em crédito

Governo Lula anuncia linha de crédito para empresas afetadas pelas novas taxações americanas que começam a valer nesta quarta. Setores como etanol e máquinas ag

Redação Endinheirados · fontes verificadaspolítica editorial| Publicado em 23 de jul. de 2026, 13:30
Brasil Soberano: Lula libera R$ 18,5 bi contra tarifaço dos EUA | G1
Foto: Foto: G1 - Globo · Unsplash
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O governo federal liberou R$ 18,5 bilhões em crédito pra empresas que vão sofrer com as tarifas de 25% que os EUA começam a aplicar nesta quarta-feira sobre produtos brasileiros. A tentativa é aliviar o baque enquanto o Palácio do Planalto ainda avalia como reagir à decisão do presidente Donald Trump.

Quem entra na mira de Trump

As tarifas americanas pegam setores específicos: etanol, máquinas e equipamentos agrícolas, papel e celulose, e alguns produtos químicos. Por outro lado, categorias estratégicas pra balança comercial brasileira ficaram de fora nessa primeira rodada. Petróleo, café e carne bovina não levam a sobretaxa de 25%, o que ameniza um pouco o impacto geral nas exportações.

Mesmo assim, as indústrias atingidas enfrentam um cenário cheio de incertezas. Etanol e máquinas agrícolas são produtos nos quais o Brasil tem grande fatia do mercado americano, então uma queda na demanda americana pode pressionar preços no mundo inteiro.

O tamanho da resposta do Brasil

Os R$ 18,5 bilhões em crédito funcionam como uma injeção de caixa pra empresas que provavelmente vão ver receitas caírem ou custos subirem. Linhas de financiamento com taxas melhores ajudam as companhias a respirar enquanto procuram novos mercados ou reajustam as operações.

O ponto importante: essa é uma resposta emergencial, não uma reação comercial de reciprocidade. O governo tá avaliando ainda se aplica tarifas de retaliação sobre produtos americanos. Representantes dos setores atingidos e integrantes do Palácio do Planalto discordam sobre qual é a melhor estratégia: alguns querem reciprocidade na hora, outros preferem negociar antes de esquentar mais as coisas.

O precedente do protecionismo de Trump

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Essa não é a primeira vez que Trump usa tarifas como instrumento de pressão. Na sua gestão anterior, ele foi atrás de chineses, europeus e também de brasileiros. A diferença agora é que o cenário global mudou: a economia americana tá mais sensível, a inflação continua sendo uma preocupação, e Trump sinaliza que pode aumentar bastante as tarifas em outros setores no futuro (medicamentos genéricos estão na lista de possíveis próximos alvos).

Pra empresas brasileiras, o efeito imediato é a incerteza sobre as margens de lucro. Quem vende pra os EUA vai perder competitividade de preço ou reduzir ganho. Quem depende de insumos americanos pode ver custos subindo. Por isso o crédito é importante: mantém as operações funcionando enquanto as empresas se reorganizam.

O que vem agora

O governo disse que tá estudando medidas de reação. Pode ser desde tarifas de retaliação simétrica até negociações diretas com Washington. A decisão deve sair nos próximos dias ou semanas, quando o impacto real das tarifas começar a aparecer nos dados comerciais e a pressão dos setores afetados aumentar.

Enquanto isso, o mercado fica de olho nos sinais. Se o Brasil retaliar, tem risco de escalada. Se negociar rápido, consegue limitar os danos. E se nada der certo, a economia brasileira entra numa fase mais frágil, com setores operando com margens menores e dependência maior de crédito público.

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