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investimentos·por Equipe Endinheirados·11 de julho de 2026·7 min

Tesouro IPCA+ dispara para 8% e deixa poupança para trás

Títulos do Tesouro com juros reais de até 8% ganham espaço enquanto caderneta de poupança segue com rentabilidade bem inferior. Entenda a comparação.

Redação Endinheirados · fontes verificadaspolítica editorial| Publicado em 11 de jul. de 2026, 17:30
Detailed image of US dollar bills showcasing various denominations symbolizing finance and wealth.
Foto: Foto: Саша Алалыкин via Pexels · Unsplash

O Tesouro IPCA+ chegou a oferecer juros reais de 8% ao ano. A poupança? Segue entregando menos de 0,5% ao mês, o que numa conta simples fica bem abaixo da inflação. Não é uma questão de escolher qual é melhor. É uma questão de: por quanto tempo você ainda vai deixar seu dinheiro dormindo numa caderneta?

Por que o Tesouro ficou tão atraente

Nos últimos meses, o Banco Central subiu a taxa Selic (a taxa básica de juros do Brasil, definida pelo Banco Central) várias vezes para conter a inflação. Quando isso acontece, títulos do Tesouro automaticamente ficam mais rentáveis, porque acompanham essa taxa de juros. O Tesouro IPCA+ em particular oferece juros reais, aquele retorno que sobra depois de descontar a inflação, de até 8% acima dela. Num cenário assim, não tem muito o que reclamar.

A poupança, por outro lado, tá presa numa regra antiga demais. Rende 70% da taxa Selic mais a inflação medida pelo INPC. Teoricamente, quando a Selic tá alta, isso deveria render bem. Mas na prática continua ficando pra trás porque a fórmula dela é engessada e nunca acompanha as variações do mercado com a eficiência do Tesouro.

O que muda na prática pro seu dinheiro

Pensa num cenário: você tem 10 mil reais parados na poupança. Se deixar lá por um ano inteiro com a rentabilidade atual (próxima de 4% ao ano), termina com pouco mais de 10,4 mil. Se aplicar os mesmos 10 mil no Tesouro IPCA+ a 8% de juros reais, o retorno é bem maior. Aí entra a inflação do período na conta, mas o ponto é esse: a diferença salta aos olhos quando você coloca na ponta do lápis.

Tem um detalhe importante que muda o jogo: o Tesouro não é tão líquido quanto a poupança. Na poupança você saca quando quiser sem perder nada. No Tesouro, se sacar antes do vencimento, pode sair perdendo se a taxa de mercado subir, porque aí seu título vale menos. Não é uma armadilha, mas é algo que muda sua estratégia.

Um passo atrás: como chegamos aqui

A poupança virou sinônimo de "segurança" no Brasil porque, pra maioria das pessoas, realmente era. Nos anos 2000 e 2010, muita gente não tinha acesso fácil a outros investimentos. Abrir conta em banco era complicado, aplicar no Tesouro era mais complicado ainda. A poupança era o caminho mais direto.

Hoje a história é outra. Qualquer pessoa com CPF consegue abrir conta em bancos digitais e aplicar no Tesouro em poucos cliques. O acesso democratizou. A poupança perdeu a vantagem de ser a única opção fácil.

Quem deveria se preocupar com essa mudança

Se você tem uma emergência em dinheiro vivo, tudo bem deixar uma parte na poupança. Não custa nada, é seguro pelo Fundo Garantidor de Créditos (que protege até 250 mil reais por instituição) e você saca quando precisar.

Agora, se é dinheiro que você num vai mexer nos próximos 6 meses, 1 ano ou mais? Aí aplicar no Tesouro começa a fazer muito sentido. O Tesouro IPCA+ especificamente é pensado pra quem quer proteger o dinheiro da inflação de longo prazo e ainda ganhar um retorno real decente por cima disso.

O que vem a seguir

Enquanto a Selic permanecer alta, títulos como o Tesouro IPCA+ vão continuar atraentes. Se o Banco Central começar a baixar juros em breve (como muitos analistas especulam pra os próximos meses), a rentabilidade dos novos títulos do Tesouro vai diminuir. Mas quem já aplicou num título com 8% continua recebendo esses 8% até o vencimento.

A poupança vai seguir como está, tranquila, mas cada vez menos competitiva. O movimento de pessoas saindo da poupança pro Tesouro e outros investimentos já tá acontecendo. A pergunta agora é: você vai esperar perder mais poder de compra ou prefere fazer a mudança enquanto ainda tem dinheiro pra aplicar?

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