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investimentos·por Equipe Endinheirados·11 de julho de 2026·7 min

Oi vende unidade telefônica por R$ 60 mi; respiro na dívida

Oi assina venda de divisão de serviços telefônicos para Método Telecomunicações. Recursos ajudam a aliviar pressão financeira da operadora.

Redação Endinheirados · fontes verificadaspolítica editorial| Publicado em 11 de jul. de 2026, 15:30
Oi vende unidade de telefonia fixa por R$ 60,1 milhões à Método - TELETIME  News
Foto: Foto: TELETIME News · Unsplash

A Oi fechou a venda de sua unidade de serviços telefônicos para a Método Telecomunicações por R$ 60,1 milhões. Pra uma operadora que arrasta dívidas pesadas, esse dinheiro chega como um alívio nas contas. O negócio foi resultado de um processo competitivo que aconteceu em abril.

O que é essa unidade que foi vendida

A divisão de serviços telefônicos é basicamente um dos braços operacionais da Oi, responsável por fornecer telefonia a clientes. Não é o coração do negócio, mas tava ali gerando receita. A Oi, que saiu da recuperação judicial há alguns anos e vem se reestruturando desde então, chegou numa encruzilhada: tinha que escolher quais negócios mantinha de pé e quais largar pra levantar dinheiro rápido.

A venda reflete uma estratégia maior: jogar toda a ficha nos segmentos que dão mais lucro e se livrar de operações que comem capital sem trazer retorno legal. A Método, que comprou essa divisão, apostou que consegue tirar mais proveito dela do que a Oi conseguia. R$ 60,1 milhões não é mole pra uma empresa em apuros, né.

Por que isso importa para a Oi

Esse aporte cai no caixa num momento em que os investidores estão de olho apertado esperando a empresa desalavancarse. A Oi tá carregando uma dívida bruta que assusta, e cada movimento de redução desse passivo é acompanhado à lupa. Sessenta milhões é modesto comparado ao tamanho total da dívida, mas mesmo assim é um sinal de que o plano de desinvestimento tá andando.

A concorrência com Vivo, Claro e Tim não dá trégua. Nesse cenário, foca nos negócios core — banda larga, celular, infraestrutura — faz muito mais sentido do que tentar concorrer em dez frentes ao mesmo tempo. Vender ativos que não são prioritários libera a gestão e recursos pra focar onde há de verdade potencial de crescimento.

O contexto do setor de telecom

As operadoras brasileiras vivem um dilema que vem de longe: a procura por serviços cresce (mais dados, mais banda larga), mas as margens vão apertando. Empresas menores ou regionais foram sendo absorvidas ou fecharam as portas. As grandes buscam consolidação e enxugar custos. Vender pedaços do negócio virou prática comum pra lidar com isso.

Quando uma operadora se desfaz de uma divisão inteira, significa que ou aquilo não merecia investimento pesado, ou a empresa tá com a corda no pescoço precisa de caixa urgente. Com a Oi, é provável que os dois fatores estejam na equação.

O que muda para os clientes dessa unidade

Quem usava telefonia pela Oi nessa divisão vai passar a ser cliente da Método agora. Nessas transições, é normal rolar uma mudança de atendimento, possível renegociação de contrato ou dos termos. A Método vai ter que decidir se mantém os clientes como estão, renegocia, ou integra tudo num único sistema. Pro consumidor, o importante mesmo é ficar atento se há mudança nos serviços ou se a conta fica diferente depois que troca de mão.

O que vem a seguir

A Oi deve continuar na busca por oportunidades parecidas: vender ativos não-estratégicos, reduzir dívida, ficar mais enxuta. Os investidores vão ficar atentos pra quantos outros desinvestimentos saem do forno e com qual velocidade. Se a empresa conseguir fazer uma sequência de vendas bem-sucedidas, o mercado pode começar a reconhecer que tá indo na direção certa financeiramente. Se os ativos que ela tá vendendo depois fazem falta pro crescimento, aí a história fica mais complicada. Por enquanto, é um movimento que tira pressão do curto prazo.

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