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educação financeira·por Equipe Endinheirados·13 de julho de 2026·7 min

Pequenos negócios ganham renda extra como bases de entrega online

Empreendedores associam-se a grandes redes de e-commerce como pontos de coleta e distribuição de pacotes, abrindo nova fonte de receita.

Redação Endinheirados · fontes verificadaspolítica editorial| Publicado em 13 de jul. de 2026, 02:30
Pequenos negócios ganham nova fonte de renda como pontos de retirada de  compras on-line. Veja como se tornar um
Foto: Foto: Globo · Unsplash

Enquanto grandes varejistas online disputam mercado de entregas, pequenos negócios descobriram uma forma de lucrar sem sair do lugar: viram pontos de coleta e distribuição de pacotes. Lojistas, donos de bares e outros empreendedores estão se associando a plataformas de e-commerce como Amazon, Mercado Livre e Shopee para guardar, embalar e entregar encomendas — e cobram por isso.

O modelo que tira proveito da última milha

O setor de logística chama de 'última milha' o trecho mais caro e complexo da entrega: levar o pacote até a porta do cliente. Para grandes marketplaces, manter frotas próprias em todas as ruas sai muito caro. A solução foi descentralizar: usar pequenos pontos espalhados pela cidade como hubs locais.

Pra quem tem um negócio funcionando — um açougue, uma lotérica, um minimercado, uma banca — a proposta soa simples: receba pacotes, guarde por alguns dias, entregue ou deixe o cliente buscar. A rede cobre custos de estrutura e paga uma taxa por operação. Lucro limpo.

Quanto rende e quem está entrando nessa

Segundo dados da InfoMoney, empreendedores conseguem rendas extras que variam bastante conforme volume de pacotes e localização. Em bairros com movimento intenso de compras online, uma pequena loja processa entre 50 e 200 encomendas por mês, gerando receita extra entre R$ 500 e R$ 2 mil mensais, dependendo da plataforma e das comissões contratadas.

O atrativo é óbvio: a renda vem com baixo custo operacional. Não precisa de investimento inicial alto, não exige horário diferente. Funciona no fluxo normal do negócio. Pra quem está no comércio de rua ou em galerias, é uma forma de aproveitar espaço que já existe.

Pizzarias, farmácias de bairro, lojas de presentes e até salões de beleza estão entrando nessa. A dinâmica funciona especialmente bem em cidades médias e periferias de grandes metrópoles, onde o delivery tradicional é mais caro e demora mais.

Por que os marketplaces apostam nesse modelo

As plataformas ganham velocidade de entrega sem capital pesado. Ao distribuir pontos de coleta, conseguem oferecer ao cliente a opção de buscar a encomenda num lugar perto de casa, reduzindo custos de logística e aumentando taxa de entrega realizada. É um ganha-ganha: o marketplace economiza, o pequeno negócio ganha receita, o cliente não paga mais caro.

Esse movimento reflete uma tendência maior no e-commerce brasileiro: descentralizar a operação. Quanto mais próximo do cliente final, mais barato fica e mais rápido sai. As grandes empresas já aprenderam que tentar controlar tudo é ineficiente.

O lado que ninguém fala muito

Nem tudo é lucro fácil. Empreendedores precisam lidar com reclamações de clientes, devem garantir segurança dos pacotes (incluindo furtos), e as plataformas cobram multa se houver erro no processo. Alguns negócios pequenos relatam que a burocracia de cadastro e integração com o sistema das plataformas é mais complexa que o esperado.

Além disso, a renda é imprevisível: depende da sazonalidade de compras online e da concorrência local. Se cinco lojas do mesmo bairro se cadastrarem, cada uma divide o bolo por cinco.

O que vem aí

Conforme o e-commerce cresce no Brasil, a demanda por pontos de coleta deve aumentar. Redes de marketplace já falam em expandir esse programa. Pro pequeno negócio, é uma oportunidade legítima de diversificar receita sem muito risco, desde que entenda que é um complemento de renda, não uma substituição do negócio principal. Quem quiser entrar nessa precisa pensar menos em 'vou ficar rico' e mais em 'é um dinheiro extra que cai com pouco esforço'.

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