Girassol cresce como alternativa de renda no interior de SP
Cultivo de girassol se consolida entre safras de milho e soja no interior paulista, oferecendo nova fonte de receita para produtores rurais.

O cultivo de girassol está se tornando uma alternativa viável de renda para produtores rurais no interior de São Paulo. Segundo reportagem da G1 Economia, a cultura vem ganhando espaço nas propriedades agrícolas, ocupando áreas cultivadas entre as safras tradicionais de milho e soja.
Por que o girassol chama atenção agora
A principal vantagem do girassol é sua flexibilidade dentro do calendário agrícola. Diferentemente do milho e da soja, que dominam o ciclo de plantio em grande parte do Brasil, o girassol consegue se encaixar nos períodos ociosos da propriedade. Isso significa que o produtor não precisa desocupar terras já dedicadas às culturas principais, mas sim aproveitar o intervalo entre colheitas pra gerar receita adicional.
O cultivo também diversifica a renda da propriedade. Pra muitos agricultores, depender de duas ou três culturas é arriscado: se o preço da soja cai, toda a safra fica prejudicada. Incluir girassol na rotação reduz essa concentração de risco.
O que torna viável economicamente
O girassol tem custos de produção mais baixos que as culturas tradicionais em algumas regiões. O mercado para óleo de girassol e sementes existe tanto pra consumo interno quanto pra exportação, criando demanda estável. A planta também é resistente a períodos de seca mais intensos que o milho, o que reduz custos com irrigação em regiões de clima semiárido.
A safra do girassol tem ciclo mais curto: geralmente leva entre 100 e 120 dias da semeadura à colheita. Isso permite ao produtor fazer mais ciclos produtivos no mesmo ano se a propriedade e o clima permitirem.
O aspecto ambiental que ninguém fala
Além da renda, o girassol oferece benefícios pra o solo. Como qualquer rotação de culturas, ele quebra o ciclo de pragas e doenças específicas do milho e da soja. Isso reduz a necessidade de aplicação de defensivos agrícolas, trazendo ganho ambiental e diminuindo custos operacionais da propriedade.
O tamanho ainda é modesto
Apesar do crescimento, o cultivo de girassol no Brasil ainda ocupa uma fração pequena da área total cultivada. Não é uma tendência de volume massivo, mas sim um movimento incremental que faz sentido pra propriedades que buscam rentabilidade extra sem virar a operação de cabeça para baixo.
O fato de estar acontecendo justamente no interior de São Paulo, um dos maiores polos agrícolas do país, sugere que outros produtores em regiões similares devem estar observando o resultado. Se os números de rentabilidade se mantiverem positivos nos próximos ciclos, é possível que o girassol deixe de ser uma aposta experimental e se consolide como parte regular da rotação agrícola regional.
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