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🗞️ A Edição#113·segunda-feira, 02 de novembro de 2026

Comprar o que não cabe no bolso custa a própria tranquilidade.

Petróleo desaba e Copom define a Selic: o que importa na semana

A semana começa em ritmo de feriado por aqui, mas os mercados globais não diminuíram a marcha nem por um segundo. Entre negociações tensas no Oriente Médio e decisões de peso sobre juros no horizonte, o dinheiro continua trocando de mãos em alta velocidade. Hora de calibrar o radar antes que o pregão abra as portas.

Leitura de 4 min · 5 assuntos
🛢️Global

Petróleo recua com sinal de trégua no Estreito de Ormuz

O barril de petróleo deu uma respirada e os motoristas podem comemorar provisoriamente.

Irã propõe reabertura do Estreito de Ormuz em 48 horas
Foto: Investing.com

O barril do tipo Brent caiu mais de 3% após o Irã propor a reabertura do Estreito de Ormuz em até 48 horas, em meio a negociações diplomáticas intermediadas no Catar com os Estados Unidos. A hidrovia é a rota por onde passa cerca de um quinto de todo o petróleo consumido no planeta. Ao mesmo tempo, a OPEP+ decidiu manter inalteradas suas metas de produção para o próximo mês, evitando novos apertos na oferta global.

Combustível mais barato no mercado internacional alivia diretamente as pressões sobre a inflação doméstica e diminui a necessidade do Banco Central de puxar ainda mais o freio nos juros.

Dado em destaque

20% do petróleo mundial

A despressurização no Estreito de Ormuz afasta o fantasma imediato de uma disparada nos combustíveis e freia o contágio inflacionário.

No mercado de commodities, o alívio diplomático dura exatamente até o próximo pronunciamento oficial.

🏦Juros

Semana mais curta traz Copom e payroll no radar

O Brasil opera em ritmo reduzido com o feriado, mas o calendário econômico vai ditar o ritmo das próximas semanas.

Calendário econômico da semana: Copom, trabalho e eleições nos EUA são destaques
Foto: InfoMoney

O Comitê de Política Monetária se reúne na quarta-feira para definir o novo patamar da taxa básica de juros, em um ambiente dividido entre a inflação resistente e as incertezas fiscais do governo. Para completar o pacote de tensão, os Estados Unidos divulgam na sexta-feira os dados oficiais de criação de vagas de trabalho, o payroll, termômetro decisivo para entender a velocidade dos cortes de juros pelo Federal Reserve.

Para quem investe ou tem dívidas, a decisão do Copom calibra o rendimento dos títulos de renda fixa e encarece ou barateia o crédito no dia a dia.


🏗️Commodities

Crise na China derruba cotação do minério de ferro

Por que as ações da Rio Tinto estão caindo hoje?
Foto: Investing.com Mundo

11%

das siderúrgicas da China conseguem operar no azul neste momento

A cotação do minério de ferro acumula queda expressiva nos últimos meses, pressionada pela crise persistente na construção civil chinesa. Apenas uma parcela mínima das usinas siderúrgicas do país asiático opera com lucro atualmente, enquanto os estoques acumulados nos portos cresceram 15% em comparação ao ano passado, indicando que a demanda por matéria-prima segue fraca.

A fraqueza da commodity atinge em cheio as grandes mineradoras brasileiras listadas na bolsa e reduz a entrada de dólares na balança comercial do país.


🗳️Política

Eleições no Congresso americano colocam política fiscal sob teste

O mapa de poder em Washington está prestes a ser redesenhado, com efeitos diretos no fluxo de capital global.

Por que Trump enfrenta o mesmo problema econômico que derrubou Biden
Foto: BBC Brasil

Os eleitores norte-americanos vão às urnas para renovar todas as cadeiras da Câmara dos Deputados e um terço do Senado nestas eleições de meio de mandato. A disputa põe à prova a base de apoio de Donald Trump e definirá o tamanho do apetite do Congresso para aprovar pacotes fiscais, renovações de cortes tributários e tarifas comerciais nos próximos dois anos.

Um Congresso dividido costuma travar aumentos descontrolados de gastos nos Estados Unidos, o que pode aliviar os rendimentos dos títulos públicos americanos e atrair recursos para mercados emergentes.


🪙Mercados

Ouro rompe barreira dos US$ 3.900 a onça

Ouro sobe acima de US$ 3.900 com retorno dos compradores após queda de outubro
Foto: Investing.com

O ouro voltou a ganhar tração e superou a marca histórica de US$ 3.900 por onça-troy, impulsionado pelo retorno de investidores institucionais após as quedas registradas em outubro. A busca pelo metal precioso reflete a cautela generalizada antes de decisões de peso em Washington e reuniões de bancos centrais ao redor do mundo.


Termômetro do mercado

Dólar

R$ 5,44

▼ 0.01%

Euro

R$ 6,08

▲ 0.17%

Bitcoin

R$ 425.060

▲ 0.35%

Ibovespa

167.921,8

▼ 0.75%

💡 Curiosidade do dia

O primeiro recibo da história humana escrito em uma tabuleta de argila, feito pelos sumérios há cerca de cinco mil anos, não registrava ouro nem cabeças de gado, mas litros de cerveja. Na antiga Mesopotâmia, a bebida era tão essencial que funcionava como moeda de troca oficial e pagamento de salário para trabalhadores.

📚 Palavra do dia

Akrásia

O estado psicológico em que alguém age contra o próprio melhor julgamento, cedendo a impulsos imediatos mesmo sabendo com clareza o que deveria fazer.

Você sabe que precisa poupar no início do mês, mas acaba gastando com bobagens nos primeiros cinco dias. Para quebrar esse ciclo, crie barreiras automáticas que tirem a decisão das suas mãos na hora da tentação. Transferir o valor dos investimentos assim que o salário cai na conta é o jeito mais eficiente de se proteger de si mesmo.

Numa semana em que bancos centrais e governos testam seus limites, a prudência de quem não gasta o que não tem continua sendo a melhor estratégia.

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