Quem gasta o que não tem vende a tranquilidade que tinha.
Petróleo bate US$ 100 e sustenta Ibovespa em dia de tombo em NY
O café ainda tá quente na caneca e o mercado já deu o recado da virada de semana. Tem barril de petróleo fervendo lá fora e Brasília fazendo conta que não fecha por aqui. Ajuste a postura na cadeira e bora entender o que mexe no seu saldo.
Petróleo encosta nos três dígitos e salva a bolsa brasileira do vermelho
Quando a geopolítica esquenta no Oriente Médio, o mundo treme e a Petrobras sorri.

O barril de petróleo disparou até a faixa dos US$ 100 depois de novas ameaças militares envolvendo o Irã. O choque na oferta global puxou as ações da Petrobras com força, o que garantiu uma alta de 0,54% para o Ibovespa no fechamento da semana e interrompeu três dias de queda livre. O respiro foi solitário: em Nova York, o clima foi de aversão ao risco com investidores fugindo de ações e buscando proteção nos títulos do Tesouro americano.
Petróleo em disparada significa combustível mais caro na bomba em pouco tempo, além de pressão direta sobre a inflação e sobre a decisão de juros do Banco Central por aqui.
A conta da inteligência artificial começou a chegar e assustou Wall Street
Gastar bilhões em processadores é fácil: difícil é achar cliente disposto a pagar a conta.

O índice Nasdaq caiu cerca de 2% nesta sexta-feira, registrando sua pior semana recente, puxado pelo ceticismo generalizado com empresas de inteligência artificial. Uma projeção da consultoria Gartner indicou que mais de US$ 3,5 trilhões investidos em infraestrutura de dados podem enfrentar perda de valor severa caso as receitas reais não apareçam rápido. As companhias de tecnologia despejaram fortunas em data centers nos últimos anos, mas o retorno financeiro ainda caminha a passos lentos se comparado ao custo astronômico de erguer essa estrutura.
Quem investe em fundos globais ou BDRs de tecnologia precisa aceitar que a fase do entusiasmo puro acabou, dando lugar a uma cobrança impiedosa por lucro real.
Dado em destaque
US$ 3,5 trilhões
O mercado parou de aplaudir promessas tecnológicas e passou a cobrar margem operacional na ponta do lápis.
Construir o futuro custa uma fortuna, mas provar que ele se paga custa a paciência de quem investiu.
Caixa Seguridade embolsa bolada com rompimento de contrato do Banco Pan
Tem divórcio no mundo corporativo que rende centenas de milhões na conta.

R$ 750 milhões
valor da multa rescisória paga pelo Banco Pan à Too Seguros
O Banco Pan rescindiu o contrato de distribuição de seguros que mantinha com a Too Seguros. Por causa dessa quebra antecipada, o Pan terá que pagar uma indenização de R$ 750 milhões à seguradora. Como a Caixa Seguridade é uma das controladoras do negócio, o montante vai engordar diretamente os resultados da empresa e reforçar a distribuição para seus acionistas nos próximos balanços.
Na TV, Flávio Bolsonaro nega cortes sociais e deixa dúvida sobre o caixa público

Em entrevista veiculada na noite de sexta-feira, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro rebateu as acusações de que promoveria um corte drástico de despesas caso seja eleito. Ele negou qualquer plano de desvincular o reajuste do salário mínimo da inflação ou de mexer nos pisos constitucionais de saúde e educação, além de descartar alterações bruscas em direitos trabalhistas. A fala gerou panelaços em grandes capitais e reabriu o debate sobre como a equipe econômica equilibraria as contas federais mantendo despesas obrigatórias intocadas.
Prometer mais gastos sem apontar de onde vem a receita costuma cobrar pedágio na confiança dos investidores, puxando o dólar e os juros futuros para cima.
Fazenda prepara socorro para amortecer o fim da escala 6x1 nas empresas
Mudar a rotina de trabalho custa caro e o governo já desenha quem vai financiar essa conta.

O Ministério da Fazenda informou que estuda abrir linhas de crédito especiais para empresas que forem financeiramente afetadas pela eventual extinção da escala de trabalho 6x1. O plano da equipe econômica é oferecer capital voltado a ganhos de produtividade e inovação, ajudando o comércio e o setor de serviços a absorverem a alta de custos com novas contratações sem repassar tudo imediatamente para os preços ao consumidor.
Se a produtividade não subir na mesma velocidade da folha de pagamento, pequenos comércios repassam o custo para a prateleira, encarecendo serviços do dia a dia.
Maior gestora do planeta avança no Brasil e atinge 5% da Suzano

A BlackRock comunicou a aquisição de uma fatia relevante de 5% do capital da Suzano, uma das maiores fabricantes de celulose do mundo. O movimento faz parte de uma sequência recente de compras da gestora norte-americana na B3, que também aumentou posições em companhias como Cogna, B3 e Bradesco, aproveitando os preços depreciados dos ativos locais em comparação com os múltiplos internacionais.
Termômetro do mercado
Dólar
R$ 5,07
▼ 0.58%
Euro
R$ 5,71
▼ 0.25%
Bitcoin
R$ 412.627
▼ 1.35%
Ibovespa
205.430,33
▲ 0.54%
💡 Curiosidade do dia
Em 17 de outubro de 1973, países exportadores de petróleo declararam o primeiro grande embargo contra nações ocidentais, quadruplicando o preço do barril em pouquíssimo tempo. O choque energético mudou a geopolítica global para sempre e forçou a indústria automotiva a inventar carros muito mais econômicos.
📚 Palavra do dia
Criptomnésia
Fenômeno cognitivo em que uma lembrança antiga retorna à consciência sem que a pessoa perceba que é uma memória, fazendo-a acreditar que teve uma ideia inédita.
Você pode sugerir uma solução genial no trabalho achando que inventou tudo sozinho. Na prática, seu cérebro apenas resgatou algo lido meses atrás sem guardar a fonte original. Anotar referências cotidianas ajuda a separar criação autêntica de mera lembrança reciclada.
Enquanto os gigantes recalculam a rota, quem cuida bem do próprio caixa dorme sem sobressaltos no fim de semana.
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