Quem entende o jogo antes de todo mundo já chegou na frente.
Embraer bate recorde e mercado subestima risco Lula em 2026
Domingo é o dia em que o mercado descansa mas o dinheiro não. Enquanto a convenção do PL ainda reverbera em Brasília e o petróleo sofre com ataques no Mar Vermelho, há muito o que processar antes da segunda-feira abrir o pregão. Chegou sua hora.
Embraer bate sétimo recorde consecutivo de carteira de pedidos
Tem empresa brasileira que não para de crescer mesmo com tudo que está acontecendo ao redor.

US$ 34,5 bilhões
Carteira de pedidos da Embraer no segundo trimestre de 2026, sétimo recorde consecutivo
A Embraer encerrou o segundo trimestre de 2026 com uma carteira de pedidos de US$ 34,5 bilhões, o sétimo recorde trimestral consecutivo da fabricante. O número representa um salto expressivo e consolida a empresa como referência global na aviação de médio porte, segmento em que ela é líder absoluta. A demanda segue aquecida especialmente pelos jatos da família E2 e pelos aviões executivos da linha Phenom e Praetor.
Pra quem investe ou acompanha a bolsa, a Embraer é um dos poucos papéis brasileiros com fundamento internacional sólido. Uma carteira dessa magnitude garante receita previsível por anos.
Gestores veem risco real de Lula perder. O mercado ainda não precificou isso
Quando quem administra R$ 180 bilhões te diz que o mercado está errando a conta, vale prestar atenção.

Profissionais que gerem R$ 180 bilhões em ativos alertam que a probabilidade de derrota de Lula em 2026 é significativamente maior do que os preços dos ativos sugerem. O aviso coincide com o fim de semana em que Flávio Bolsonaro oficializou sua pré-candidatura pelo PL em convenção nacional em São Paulo, com presença do presidente argentino Javier Milei e discurso de Tarcísio de Freitas. As pesquisas de intenção de voto mostram uma disputa mais aberta do que os ativos de risco estão incorporando, e analistas eleitorais veem espaço real para uma definição já no primeiro turno, dependendo do nível de abstenção.
Quando o mercado acorda para um risco que ainda não estava no preço, a correção costuma ser brusca. Câmbio, juros longos e bolsa são os primeiros a se mexer. Quem estiver posicionado antes desse movimento colhe, quem estiver do lado errado sente.
Dado em destaque
R$ 180 bilhões sob gestão
Se o mercado começar a precificar uma mudança de governo, os ativos de risco vão reagir antes das pesquisas confirmarem qualquer coisa.
O mercado não precifica o futuro, ele precifica o consenso. E consenso errado é onde mora a oportunidade.
Três ameaças inflacionárias globais ao mesmo tempo e num momento delicado
Inflação que parecia domada voltou a assustar. E não veio sozinha.

Três fatores simultâneos reacenderam o temor com a inflação global nas últimas semanas: as tarifas agressivas de Trump que encarecem importações e cadeias de produção nos EUA e em parceiros comerciais, os ataques houthis a instalações petrolíferas sauditas no Mar Vermelho que pressionam o preço do petróleo, e a expansão do conflito envolvendo o Irã no Mar Cáspio. O timing é péssimo: os bancos centrais de economias desenvolvidas ainda tentam equilibrar o nível de juros sem provocar recessão, e qualquer novo choque inflacionário atrasa esse processo.
Inflação lá fora eleva pressão sobre o câmbio aqui dentro. Dólar mais forte no mundo significa real mais fraco, o que encarece importados e pressiona o IPCA. O Banco Central não fica indiferente a isso.
EUA e Brasil trocam farpas sobre eleições e visto de funcionários do Departamento de Estado

O governo americano planejava enviar dois funcionários de alto escalão do Departamento de Estado ao Brasil para, segundo o Washington Post, questionar a integridade do sistema eleitoral brasileiro. O Itamaraty negou a entrada de Riley Barnes e Samuel Samson, secretários-assistentes ligados a Marco Rubio. Os EUA responderam com uma nota caracterizando a visita como rotineira. O episódio aquece a relação entre os dois governos num momento em que a campanha eleitoral de 2026 já está de fato em curso e qualquer ruído diplomático com Washington vira capital político interno.
Tensão diplomática com os EUA não mexe diretamente no câmbio de um dia para o outro, mas alimenta incerteza política. E incerteza política, como qualquer investidor sabe, não é de graça.
Monday.com e mais 20 empresas de tech usam IA como justificativa para demissões

A Monday.com se juntou a uma lista de ao menos 20 empresas de tecnologia que anunciaram demissões relevantes citando a inteligência artificial como fator. O padrão virou uma tendência clara no setor: enquanto os investimentos em IA sobem, as equipes de produto, suporte e operações encolhem. O TechCrunch mantém uma lista crescente desses casos.
O recado prático é simples: se você trabalha com tecnologia e sua função não exige algo que IA ainda não faz bem, vale pensar agora no que diferencia o que você entrega.
Coreia do Sul anuncia US$ 950 bilhões em iniciativas de IA com Samsung e SK Group
Quando um país inteiro resolve apostar numa tecnologia, os números saem da escala de empresa e entram na escala de civilização.

US$ 950 bilhões
Volume total de novas iniciativas de IA anunciadas pela Coreia do Sul com Samsung, SK Group e parceiros americanos
A Coreia do Sul anunciou US$ 950 bilhões em novas iniciativas de inteligência artificial envolvendo Samsung Electronics, SK Group e parceiros americanos. O plano visa suprir a escassez global de chips avançados num momento em que a corrida pela infraestrutura de IA não dá sinais de desaceleração. O anúncio foi feito no contexto da visita do presidente sul-coreano Lee Jae Myung ao Brasil, que recebe Lula na segunda-feira.
Pipoca de cinema virou negócio bilionário. E o Brasil já entrou nessa
Você pagou R$ 40 numa pipoca e achou que estava sendo enganado. Na verdade, estava financiando um dos negócios mais rentáveis do entretenimento.

Redes americanas de cinema descobriram que vender itens colecionáveis junto com pipoca, sal e manteiga movimenta bilhões por ano. A estratégia, que transforma um produto de custo marginal baixíssimo em experiência premium com alto valor percebido, já faz parte do modelo de negócios dos grandes circuitos exibidores. No Brasil, o movimento começa a chegar, com baldes temáticos e combos de edição limitada virando parte da proposta de valor dos cinemas.
A lógica aqui vale além do cinema: o que as pessoas pagam raramente tem relação só com o custo de produção. Tem a ver com o quanto aquilo significa pra elas naquele momento.
Termômetro do mercado
Dólar
R$ 5,08
▼ 0.30%
Euro
R$ 5,78
▼ 0.19%
Bitcoin
R$ 327.748
▲ 0.55%
Ibovespa
174.041,95
▼ 1.52%
💡 Curiosidade do dia
O maior leilão de arte online da história foi realizado em 2021, mas o objeto vendido não existia fisicamente: uma obra digital de Beeple foi arrematada por US$ 69 milhões como NFT. O interessante é que o comprador obteve apenas um certificado de propriedade registrado em blockchain, já que qualquer pessoa ainda pode ver e baixar a imagem gratuitamente. O que foi comprado, no fundo, foi o direito de dizer que aquilo é seu.
📚 Palavra do dia
Katastrofizácia
Não, não é uma palavra tcheca difícil de pronunciar. O conceito é da psicologia cognitiva e descreve a tendência de a mente amplificar automaticamente as consequências de um evento negativo, transformando problemas reais mas gerenciáveis em catástrofes imaginárias. O nome técnico em português é catastrofização.
Quando o mercado cai 2% e você já visualiza a aposentadoria no ralo, está catastrofizando. O cérebro trata perdas financeiras como ameaças à sobrevivência, o que distorce a leitura do risco real. Reconhecer esse mecanismo não elimina a ansiedade, mas cria um segundo entre o estímulo e a decisão.
🌅 Reflexão de domingo
Domingo é o único dia da semana em que o dinheiro não consegue te cobrar nada ativamente. Nenhum prazo vence, nenhuma reunião decide. É o momento de lembrar que todo o esforço da semana serve a alguma coisa além da próxima semana.
Segunda-feira abre com eleição 2026 no radar, petróleo sob pressão e uma Embraer que lembra o Brasil de que ainda sabe fazer coisa boa.
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