Stablecoins faturam R$ 10 bi no Brasil; saiba quem lucra com cripto do dólar
Levantamento aponta que a cadeia das stablecoins capturou entre R$ 5 bilhões e R$ 10 bilhões em receitas no Brasil. Entenda quem está ganhando com essa onda.

A cadeia das stablecoins no Brasil movimentou entre R$ 5 bilhões e R$ 10 bilhões em receitas. O dado vem de um levantamento que mostra como as moedas digitais atreladas ao dólar viraram um negócio de verdade por aqui, muito além daquele estereótipo de especulação de garoto em garagem.
O que são stablecoins e por que explodiram no Brasil
Stablecoins são criptomoedas que tentam manter um valor fixo, geralmente atreladas ao dólar americano. Você compra uma unidade de uma stablecoin, ela teoricamente vale sempre um dólar. A vantagem é clara: usar dólar sem passar por banco, câmbio tradicional ou burocracia. Só você, sua carteira digital e uma transação na blockchain.
Por que explodiram aqui? Basicamente porque o Brasil é um país com câmbio caro e desconfiado. Todo mundo quer ter dólar guardado em casa, mas ir ao banco é uma chata. Stablecoin virou a porta dos fundos do câmbio paralelo, mas do jeito legal.
Quem está ganhando com isso
O pulo do gato: a receita não vem de ninguém ficar rico especulando. Vem de quem controla a infraestrutura. Exchanges que facilitam a compra e venda de stablecoins, plataformas de pagamento que as usam, empresas que movem essas moedas entre países — elas é que faturam.
- ✓Exchanges e corretoras que cobram taxa nas transações
- ✓Plataformas de remessas internacionais que usam stablecoins pra enviar dinheiro pro exterior de forma mais rápida
- ✓Serviços financeiros que oferecem rendimento pra quem deixa stablecoin guardada (tipo render 5% ao ano)
- ✓Desenvolvedoras da tecnologia e empresas que validam as transações na rede
Enquanto o mercado de cripto tradicional (Bitcoin, Ethereum) fica oscilando tipo montanha russa, as stablecoins crescem de forma mais discreta e previsível. Porque ela não é moda — é ferramenta de quem quer fugir de problemas reais: inflação, câmbio volatilizado, acesso limitado.
O dinheiro grande já notou
Quando a receita atinge o patamar de bilhões, a indústria tradicional de finanças fica de olho. Grandes bancos, fintechs consolidadas e até governo começam a pensar em regular isso. A lógica é simples: se tem receita de bilhões passando por um sistema que não está sob controle tradicional, em algum ponto o sistema financeiro quer uma fatia.
O levantamento não especifica quem exatamente está capturando esses bilhões (se é startup brasileira, exchange internacional, banco disfarçado), mas isso é exatamente o ponto: o mercado está fragmentado. Não é um gigante dominante, é uma rede de pequenos e médios players faturando juntos.
O que muda na prática para quem investe
Se você já usa stablecoin (ou está pensando em usar), saiba: é um mercado que cresceu muito rápido sem vigilância pesada. Plataformas quebram. Exchanges desaparecem. Mas o fato de haver receita de bilhões indica que a coisa está minimamente estabelecida. A pergunta agora é o que o governo faz com isso. Pode regular e taxar. Pode deixar crescer. Mas não vai ignorar.
Para investidor tradicional, é um lembrete de que o dinheiro está migrando para novos canais. Não porque cripto seja melhor — é porque resolve problemas que o sistema tradicional deixa aberto.
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