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investimentos·por Equipe Endinheirados·23 de julho de 2026·7 min

Revolut dispara para US$ 115 bi e deixa Nubank para trás na corrida fintech

Empresa britânica de pagamentos atinge avaliação 53% maior que rodada anterior e amplia distância do maior rival brasileiro no mercado de tecnologia financeira.

Redação Endinheirados · fontes verificadaspolítica editorial| Publicado em 23 de jul. de 2026, 09:30
Revolut alcança valuation de US$ 115 bilhões e amplia distância em relação  ao Nubank - NeoFeed
Foto: Foto: NeoFeed · Unsplash

A Revolut acaba de fechar uma nova rodada secundária de ações para funcionários com avaliação de US$ 115 bilhões. O número impressiona menos por ser grande e mais por o que ele diz sobre a disputa global no mercado fintech: a empresa britânica agora vale quase o dobro do Nubank, a estrela brasileira que todo mundo achava que ia conquistar o mundo.

O salto de 53% em poucas rodadas

Essa não é a primeira vez que a Revolut se reposiciona. A avaliação de US$ 115 bilhões representa um aumento de 53% em relação à rodada secundária anterior. Pro contexto: o Nubank chegou a estar na casa dos US$ 30 bilhões no pico de 2021, bem antes de abrir capital na Bolsa de Nova York. Hoje, a empresa brasileira opera com capitalização de mercado bem inferior à Revolut, mesmo sendo mais antiga e tendo mais clientes brasileiros consolidados.

A rodada atual da Revolut é exclusiva para funcionários, o que reduz bastante o barulho de uma negociação com investidores externos. Mas olha só: o preço das ações internas reflete a confiança dos próprios empregados na trajetória da empresa, algo raro demais num momento de austeridade no setor tech.

Por que a Revolut cresceu mais que o Nubank

A diferença tá menos no Brasil e mais na Europa. Enquanto o Nubank apostou pesado em expansão internacional nos últimos anos com resultados mistos (México, Colômbia, Argentina), a Revolut construiu operações consolidadas no Reino Unido, na Europa continental e começou a fazer pressão no mercado americano. O Nubank ganhou no Brasil, mas a Revolut ganhou no mundo.

Além disso, a Revolut oferece produtos que caem bem com o público europeu: contas multi-moeda, câmbio em tempo real, investimento em cripto e ações com zero comissão. O Nubank começou com conta simples e cartão sem anuidade. Ambos atacam a mesma dor (conta de banco é caro), mas a Revolut escalou pra quem quer mais do que o básico. É como comparar quem faz um carro que não quebra com quem faz um carro que não quebra E tem tudo que você precisa.

O que a Revolut representa no mapa das fintechs

Com US$ 115 bilhões, a Revolut sinaliza que o mercado fintech ainda tem apetite por crescimento, contanto que o caminho até o lucro fique cada vez mais visível. A empresa britânica já é rentável em alguns mercados e tá perto de virar positiva globalmente. Diferente do Nubank de alguns anos atrás, que queimava caixa a rodo pra crescer.

A rodada também mostra que funcionários continuam vendo futuro na empresa, apesar de rumores de IPO que nunca saíram do papel. Quando o próprio time compra ações da própria companhia numa rodada secundária, é porque realmente acredita que aquilo vai subir de preço. Ninguém banca a casa com dinheiro de grana difícil pra ver virar pó.

O que muda no mercado brasileiro

Pro consumidor brasileiro, pouca coisa muda no curto prazo. O Nubank continua sendo o maior app de banco digital por aqui, com mais clientes que a Revolut tem em toda a Europa junta. A vantagem da Revolut é internacional: se você faz negócio lá fora ou viaja bastante, a plataforma dela ainda compensa.

Mas essa notícia deixa uma pergunta incômoda pra quem investiu no Nubank achando que era a próxima grande coisa global: por que a empresa brasileira não conseguiu crescer tão rápido quanto a concorrência britânica no mesmo período? A resposta é simples: foco. A Revolut escolheu ser tudo pra todo mundo. O Nubank escolheu ser muito bom em menos coisas. Até agora, o mercado tá pagando mais por quem oferece mais.

A próxima movimentação é óbvia: o Nubank vai precisar justificar seu valuation por meio de crescimento de receita real, não só de clientes. Se a Revolut bate no pé que vale US$ 115 bilhões porque já faz lucro, o Nubank precisa da mesma história. Caso contrário, a diferença que hoje é de US$ 85 bilhões fica só maior.

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