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investimentos·por Equipe Endinheirados·16 de julho de 2026·7 min

Duplicata escritural: R$ 11 trilhões em jogo e a corrida das fintechs

Monkey inicia cadastro de empresas na operação assistida da duplicata escritural com integração à B3, CERC e Núclea. Especialista aponta que o maior desafio não

Redação Endinheirados · fontes verificadaspolítica editorial| Publicado em 16 de jul. de 2026, 11:30
Duplicata escritural: R$ 11 trilhões em jogo e a corrida das fintechs
Foto: Foto: Finsiders · Unsplash

A Monkey começou a cadastrar empresas na operação assistida da duplicata escritural, o novo modelo regulatório que promete movimentar cerca de R$ 11 trilhões no mercado. Com integração simultânea à B3 (bolsa de valores), CERC (câmara de compensação) e Núclea (sistema de registro), a fintech acelera a preparação de clientes para um formato que nunca existiu no Brasil antes.

O que é duplicata escritural, afinal?

Diferente da duplicata tradicional, que é um papel físico ou digital simples, a duplicata escritural é um instrumento financeiro centralizado e rastreável. Ela nasce digitalmente, fica registrada num sistema seguro e pode ser negociada de forma bem mais ágil no mercado. Para pequenas e médias empresas que precisam de crédito, isso significa menos burocracia. Para o mercado financeiro, significa mais transparência e menos risco.

A implementação começou recentemente após regulamentação do Banco Central. Agora, as instituições precisam adaptar seus processos internos pra operacionalizar essa nova forma de captar recursos.

O desafio não é a tecnologia

Aqui tá a ironia: a dificuldade principal não é tecnológica. O obstáculo real tá na adaptação dos processos internos das empresas. Integrar um novo tipo de instrumento financeiro ao fluxo operacional de uma instituição envolve mudar sistemas legados, treinar times, repensar workflows e, principalmente, convencer clientes a adotar algo novo.

A tecnologia da B3, CERC e Núclea já funciona. O que trava é a realidade corporativa: empresas antigas acostumadas com um jeito de fazer as coisas num jeito que funciona pra elas.

Quem se move rápido sai na frente

  • Fintechs como a Monkey têm vantagem: estrutura enxuta, sem bagagem de sistemas antigos
    - Bancos tradicionais precisam realizar integrações complexas em infraestrutura pesada
    - Empresas que se cadastrarem cedo ganham experiência e relacionamento com a plataforma
    - O mercado de crédito como um todo tende a ficar mais eficiente

A corrida começou porque instituições percebem que quem dominar esse novo formato terá espaço garantido num mercado de R$ 11 trilhões. Esse é o tamanho do potencial que tá em jogo se a duplicata escritural realmente decantar e se tornar a forma padrão de operação.

O que muda na prática para empresas e investidores

Pra uma pequena empresa que precisa descontar uma duplicata, a novidade pode significar taxa de juros menor (porque o risco pro credor é menor) e processo mais rápido. Pra investidores e instituições financeiras, mais fluxo de operações no mercado de capitais, com menos fricção e mais dados pra precificar o risco corretamente.

Nos próximos meses, o ritmo de adesão de empresas será o indicador mais importante. Se a Monkey conseguir trazer rapidamente clientes reais operando nessa plataforma, valida o modelo e coloca pressão em outros players pra se adaptarem. Se o processo ficar lento porque as integrações são complexas ou porque as empresas têm dúvidas, a transformação fica pra mais tarde.

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