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investimentos·por Leonam Alves·29 de julho de 2026·7 min

Brasileiros deixam R$ 320 milhões esquecidos em exchanges de cripto

Levantamento mostra patrimônio abandonado em corretoras acumulou R$ 30 milhões em ganhos líquidos. Especialistas alertam para riscos de segurança e perda total.

Redação Endinheirados · fontes verificadaspolítica editorial| Publicado em 29 de jul. de 2026, 14:30
Brasileiros "esquecem" R$ 320 milhões em criptomoedas em exchange
Foto: Foto: InvestNews · Unsplash
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R$ 320 milhões. Esse é o valor total que brasileiros deixaram parado em exchanges de criptomoedas sem mexer, segundo levantamento da InvestNews. O detalhe mais surpreendente: esse dinheiro "dormindo" acumulou R$ 30 milhões em ganhos líquidos nos últimos meses. Ou seja, tem gente ganhando dinheiro sem fazer absolutamente nada — mas também tem gente perdendo porque simplesmente esqueceu que tem investimento lá.

Por que as pessoas esquecem de dinheiro em exchange?

Parece absurdo, mas é mais comum do que você imagina. Cripto é um mercado volátil. Muita gente compra quando vê o preço subir (FOMO, aquele medo de perder a oportunidade), deixa a grana lá pra "quando a moeda valorizar mais" e depois esquece. A vida segue, muda de telefone, limpa o app, e pronto: R$ 1 mil, R$ 10 mil, R$ 100 mil fica lá em algum servidor da exchange, acumulando poeira digital.

Também não é incomum quem fez uma pequena aplicação experimental, ganhou uns trocados, deixou lá pensando que "não vale a pena sacar agora" ou esperando por uma alta que nunca vem. Um ano depois? Bem, ninguém mais se lembra da senha.

O lado positivo e o lado assustador

O lado positivo: quem deixou dinheiro em cripto no início de 2024 até meados de 2026 teve sorte. O mercado de criptomoedas experimentou movimentos significativos e alguns saíram ganhando. Quem deixou R$ 1 mil acordou com R$ 1,5 mil. Outros tiveram menos sorte.

O lado assustador é bem diferente. Essa grana esquecida fica sentada numa exchange, e exchanges não são contas de banco com seguro do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Se o servidor é hackeado, se a corretora quebra, se há fraude interna, o seu dinheiro pode desaparecer para sempre. Não tem órgão regulador cobrando que devolvam sua grana como acontece com banco tradicional.

Além disso, muitas exchanges cobram taxa de inatividade ou de manutenção de conta. Sua aplicação de R$ 500 deixada esquecida pode virar R$ 450 num ano só de taxa. Invisível, silencioso, frustrante quando você descobre.

Quem é afetado por isso?

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  • ✓Investidores iniciantes que experimentaram cripto uma única vez
    - Quem comprou na onda de hype e depois desistiu
    - Pessoas que trocaram de telefone ou perderam acesso à conta
    - Quem deixou valores pequenos que achou que "não valia a pena" mexer

O que você deveria fazer agora

Se você tem qualquer conta em exchange de cripto, é hora de fazer uma auditoria. Logue nas contas que abriu, mesmo aquelas que você acha que está vazia. Procure por saldos residuais. Eles existem? Pense em consolidar tudo numa única exchange mais confiável ou sacar pra uma carteira pessoal, um aplicativo que você controla as chaves.

Se a conta tem saldo significativo, vale a pena aumentar a segurança: ativa autenticação de dois fatores, muda a senha, revisa permissões de acesso. Se o saldo é mínimo, pode não valer a taxa de saque, mas pelo menos fique ciente disso.

O mercado de cripto cresceu no Brasil. Cada vez mais gente entra, mas nem todo mundo sabe o que está fazendo ou onde deixou seu dinheiro. Esse levantamento é um alerta: cripto não é "coloca e esquece". É mais próximo de uma conta corrente em banco estrangeiro que cobra taxa por inatividade — precisa de atenção regular.

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