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investimentos·por Leonam Alves·29 de setembro de 2026·5 min

Banco DBS projeta alta de até 47% para o ouro e sugere fatia de 10%

Gestora do banco asiático DBS aponta fim de correção e mostra que fatia de 10% em ouro reduz perdas históricas em carteiras com ações e renda fixa.

Redação Endinheirados · fontes verificadaspolítica editorial| Publicado em 29 de set. de 2026, 15:30
Nova alta à vista? Bancos projetam patamar de US$ 3.000 para o ouro em 2025
Foto: Foto: Bloomberg Linea · Unsplash
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O braço de gestão de patrimônio do banco asiático DBS publicou uma análise apontando que a recente correção de preços no mercado internacional de ouro acabou. Segundo o banco, o movimento abriu caminho pra uma disparada de até 47% no valor do metal nos próximos doze meses.

Pra instituição com sede em Cingapura, o recuo das últimas semanas serviu pra limpar o excesso de especulação. O ajuste acabou abrindo uma boa janela pra quem precisa proteger o patrimônio contra riscos macroeconômicos e tensões geopolíticas pelo mundo.

O papel do ouro em momentos de incerteza

O ouro funciona historicamente como reserva de valor e instrumento de hedge, servindo como uma espécie de seguro pra carteira quando ações ou títulos públicos desabam.

Como barra de ouro não paga juros nem distribui dividendos, o metal costuma ficar de lado quando as taxas de juros no mundo desenvolvido estão nas alturas. A tese do DBS, no entanto, bate de frente com a ideia de olhar só pro rendimento imediato.

Segundo o banco, quem foca apenas nisso esquece o efeito estabilizador que o ativo traz pro restante do portfólio no momento em que os choques atingem o sistema financeiro global.

A conta desde 1998 e o corte de perdas

A gestora fez as contas do desempenho de várias carteiras desde 1998 pra medir o impacto real de carregar o metal junto com ações e renda fixa tradicional.

Os números mostraram que colocar até 10% do patrimônio em ouro reduziu com folga o drawdown (a perda máxima sofrida por uma carteira entre o topo e o fundo durante uma crise feia), sem prejudicar os ganhos acumulados no longo prazo.

De acordo com o banco, três motores sustentam essa expectativa de forte alta pro ativo:

  • ✓O ciclo de corte de juros nas principais economias do mundo, o que reduz o custo de carregar ativos que não pagam juros diretos;
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  • ✓As compras pesadas e contínuas de bancos centrais estrangeiros, que querem diversificar suas reservas pra além do dólar;
  • ✓A tensão geopolítica persistente em vários cantos do planeta, mantendo aquecida a busca das grandes instituições por refúgio seguro.

O que o investidor brasileiro precisa ponderar

Pra quem investe a partir do Brasil, ter uma fatia da carteira em ouro não exige comprar barra física pra trancar no cofre ou no armário de casa.

Dá pra entrar nesse mercado direto pela B3, usando ETFs que acompanham a cotação internacional da commodity, fundos multimercado com autorização pra negociar o contrato ou até operando os contratos futuros da própria bolsa brasileira.

Só tem um detalhe que precisa entrar na conta: o preço por aqui acompanha tanto o valor do ouro lá fora quanto a oscilação do dólar frente ao real. Se a moeda americana derreter por aqui, isso pode comer boa parte do lucro obtido com a valorização do metal no exterior.

Os cálculos do DBS mostram que o ouro serve bem menos como atalho pra lucrar rápido e muito mais como um para-choque contra os solavancos econômicos que analista nenhum consegue antecipar.

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